Permanecer
Pés tocam o piso como quem testa a temperatura do instante.
Nada exige velocidade.
A vida se espalha lenta, como cor que encontra papel. Continuar lendo Permanecer
Pés tocam o piso como quem testa a temperatura do instante.
Nada exige velocidade.
A vida se espalha lenta, como cor que encontra papel. Continuar lendo Permanecer
Deixar ir é reforçar o barco, não culpar o mar
Deixar ir é ouvir o vento: o barco inclina, a mão se solta, o gesto desliza.
Papéis finos mudam de direção, o corpo acompanha.
Cada desvio é método, cada curva é fôlego — onde a mão afrouxa, algo encontra passagem.
Deixar ir é reconhecer quando a forma pode seguir sozinha.
O cuidado afrouxa sem abandonar: sustenta até o ponto em que o corpo reencontra eixo e ritmo.
O vínculo se transforma em passagem — firmeza que autoriza continuidade.” Continuar lendo Deixar
Três dias atravessam o corpo: celebrar dezenove anos de paternidade, despedir-se de um pai querido e sustentar o cuidado que continua. A casa onde um filho nasceu volta a ser lugar de encontro e de recomeço.
Entre o luto e a alegria, caminhar mantém o mundo em movimento dentro de nós. O texto acompanha esse percurso pela cidade, pelos vínculos e pelas memórias que insistem em viver.
Saúde é rio: seguir adiante é o que preserva o que importa. Continuar lendo Pele Crua de passagem, uma vigília Pagã
Um ensaio que nasce entre corpo, cidade e jardim. Inspirado pelo hormônio C₂H₄, o texto transforma o gesto de caminhar em clínica e o de cultivar em pensamento. A Casa Planta aparece como território vivo — rizomático, nômade e respirante — onde corpo, palavra e paisagem amadurecem juntos. Continuar lendo C₂H₄: corpos de amadurecimento
No meio da caminhada, entre o passo e o silêncio, abre-se um espaço invisível: o intervalo. É ali que o corpo aprende a escutar o que hesita, o ruído bruto que precede a forma, a respiração que redesenha o chão. A clínica entra não no movimento, mas na pausa — no desvio, no tropeço, na cartografia do corpo-vibrátil que se expõe ao mundo.
Tags: Continuar lendo Topografia do Intervalo
Entre casa e rede, a clínica se reinventa: afeto que circula, limites que sustentam, ruídos que tecem pertencimento. Uma arquitetura do comum feita de madeira, barro e mãos que se sujam. Continuar lendo Arquitetura do comum
Entre forma e desvio, o corpo se lê e se reescreve. Este texto propõe uma arqueologia do gesto: o psicólogo como pesquisador do comportamento enquanto trama biológica, social e simbólica; o analista corporal como leitor da anatomia viva; e a clínica como espaço de desvio — um klinâmen onde o corpo reencontra sua própria invenção. Inspirado em Regina Favre, Suely Rolnik e Epicuro, o ensaio habita o território vivo da escuta, onde pensar é acompanhar o movimento mínimo que faz nascer o novo. Continuar lendo O corpo como leitura do mundo