território vivo
Um território não se visita, se atravessa. Aqui não há vitrine — há portas, e cada uma abre para um modo de trabalhar o corpo: na sala, na rua, na tela, no papel. Algumas já estão de pé; outras ainda se formam enquanto são caminhadas. Entra por onde o corpo pedir.
consultório
A clínica respira aqui: sessões individuais, no seu ritmo, sem pressa de chegar a lugar nenhum. Acompanhar uma forma enquanto ela se reorganiza — afrouxar o que travou, sustentar o que pulsa, devolver ao corpo a autoria do próprio movimento.
oficinas
Pequenas, contínuas. Trabalha-se presença, respiração, gesto, a escrita que nasce do corpo antes de virar frase. Para quem quer estudar o vivo a partir do que se move em si mesmo.
caminhar
A cidade vira laboratório. Percursos onde a atenção flutua e o pensamento desce para os pés — observar com o corpo, afinar o ritmo, deixar a rua devolver perguntas que a sala não faz.
expedição
Viagens curtas, pesquisa de campo. Coletar imagens, sons, histórias, modos de habitar — ir até onde a vida acontece e voltar com matéria viva, não com teoria.
cinecorpos
Cinema lido pelo corpo. Filmes que mostram gesto, atmosfera, presença não performada — modos de viver que escapam ao enquadramento. Estudo coletivo, escuta em comum.
cartas & correspondências
O território onde a escuta encontra o papel. Cartas que vão e vêm, perguntas, ecos, partilhas — uma conversa lenta com quem lê.
estudo de casos
Clínica em movimento, sempre preservando o anonimato. Processos, tensões, descargas, formas que se reorganizam — para quem quer entender a clínica como prática viva, não como protocolo.