Transitei na roça
O que seria viver assim — deixar o território falar antes de perguntar se é seguro entrar? Continuar lendo Transitei na roça
O que seria viver assim — deixar o território falar antes de perguntar se é seguro entrar? Continuar lendo Transitei na roça
A transição é o osso que range antes do passo. Entre o rastro do que já não se habita e o desenho de um novo território, a autonomia se firma no corte preciso da escolha. Um texto sobre a coragem de ser estrangeiro no próprio ofício para enfim sustentar a nitidez da presença. Continuar lendo Despedir
Para o sujeito migrante, a língua materna é o único solo firme. Através do manejo clínico e do sotaque da memória, a psicoterapia online torna-se o território para organizar a presença, ampliar potências e encarnar a autonomia necessária para fazer do mundo o seu próprio corpo. Continuar lendo Sujeitos Migrantes
“Este não é um texto sobre ideias, mas sobre o evento físico de existir. Aqui, a pele deixa de ser limite para se tornar território vivo, e o pensamento abandona a abstração para encontrar o chão. Entre o asfalto da rua e o fôlego que nos atravessa, descobrimos que a verdadeira profundidade não se escava: ela se tateia. Ser corpo é aceitar ser passagem.” Continuar lendo ENTENDER-SE CORPO
Na fenomenologia, o presente nunca chega vazio. Cada percepção já vem acompanhada de uma espessura anterior. Merleau-Ponty mostra que o corpo não é recipiente de experiências: ele é continuidade sensível onde o vivido permanece operando. Continuar lendo ClareAr
A cartografia é a clínica quando ela decide escrever. Continuar lendo ALEGRIA
Quando a decisão volta para dentro, o tempo alarga, o chão aparece, e o desejo deixa de esperar sentença.
Respirar torna-se gesto de centro.
Continuar lendo Escolher
Maturidade é solidão.
Esse é o corpo adulto: ambiente onde a escolha é intransferível. Continuar lendo ADULTOS
Há passados que viram músculo.
Outros, respiração.
Alguns se tornam silêncio
bem colocado ou não. Continuar lendo MEMÓRIA
Quando escuto com atenção, percebo que a autonomia não nasce contra a dependência. Nasce a partir dela. Continuar lendo AUTONOMIA
Uma coisa é o que fazer e como fazer. Outra coisa é a expectativa colocada sobre o que é mudar. Continuar lendo … continuidades mínimas #2
Um dado de tempo.
Uma ação de estar presente.
tempo sem contagem
chão ágil. Continuar lendo ACONTECE
…o que faço com isso tudo? Continuar lendo caderno peripatético #02
“estou tentando melhorar” Continuar lendo caderno peripatético #01
a garganta no meio
do tempo,
faz do ar um corredor estreito,
som pedindo passagem em silêncio. Continuar lendo DESENGASGAR
Não é preciso decidir sempre no agora.
Há instantes em que o mais vivo
é apenas permanecer
num ponto
sem se apertar apertado. Continuar lendo … continuidades mínimas
força demais para não cair,
bordas duras para seguir vivo,
desconhecer até onde pode ir,
sustentar excessos sem apoio,
fazer músculos para não tremer,
agregar à forma atrito e dureza.
Continuar lendo RIGIDEZ
Andar não é deslocar o corpo no espaço.
É deixar que o chão entre na decisão.
O passo acontece antes do plano.
O peso migra.
O eixo ajusta.
O corpo aprende com o que encontra.
Não há linha reta.
Há micro-correções contínuas,
um acordo silencioso entre pé e mundo. Continuar lendo ANDAR
que 2026 se saiba
um corpo
de pulsos próprios
atravessando
continuando
inventando mundos
sem pedir licença
ao medo Continuar lendo Continue em 2026
Escutar não é captar um som.
É permitir que algo toque o corpo
antes de virar entendimento.
O som chega como pressão no ar,
como variação mínima que pede passagem.
Antes da palavra,
há um ajuste —
um inclinar-se interno,
quase imperceptível.