ALEGRIA
A cartografia é a clínica quando ela decide escrever. Continuar lendo ALEGRIA
A cartografia é a clínica quando ela decide escrever. Continuar lendo ALEGRIA
a garganta no meio
do tempo,
faz do ar um corredor estreito,
som pedindo passagem em silêncio. Continuar lendo DESENGASGAR
força demais para não cair,
bordas duras para seguir vivo,
desconhecer até onde pode ir,
sustentar excessos sem apoio,
fazer músculos para não tremer,
agregar à forma atrito e dureza.
Continuar lendo RIGIDEZ
que 2026 se saiba
um corpo
de pulsos próprios
atravessando
continuando
inventando mundos
sem pedir licença
ao medo Continuar lendo Continue em 2026
Dançar a passagem.
Um eu-corpo que se entende enquanto se move —
sem projeto, sem forma final.
O tempo dobra em sanfona,
o som estremece,
e a presença aprende a continuar.
Às vezes a tristeza não é falha interna,
é campo estreito.
Dançar reabre circulação,
devolve ritmo e borda ao corpo.
Quando há resposta,
o vivo volta a aparecer.
Continuar lendo Dançar
há corpos que entristecem
não por falta de força,
mas por falta de território.
há corpos que passam tempo demais debaixo da terra,
em silêncio, aprendendo a suportar peso, calor,
escassez de resposta.
não é fraqueza — é maturação invisível. Continuar lendo Circular
ler o corpo
já é um gesto
de quem não se ocupa em explicar
o tempo está ali
na maneira como o afeto circula
sem precisar de legenda Continuar lendo Frescor
Desacelerar
para afirmar diferenças,
posicionar interesses,
receber o volume do vivido
e sustentar a
intimidade
com o que pulsa sem roteiro. Continuar lendo Desacelerar – ou “o dezembro dos encontros”
Vivo intimidade
quando a natureza do outro
não me constrange.
Quando posso permanecer
sem ajustar o corpo para caber.
Quando minha respiração não pede desculpa.
Quando o gesto não precisa se corrigir
antes de acontecer.
Vivo intimidade.
O constrangimento cai quando o campo vira ambiente — duas naturezas coexistindo sem hierarquia, sem fusão. Continuar lendo Intimidade – parte II
Improvisar não é liberdade total. É confiar que o corpo, quando sustentado, sabe responder ao imprevisto sem se perder. Continuar lendo Improvisar
Amanheço cais,
borda de maré,
plataforma de chegadas e partidas.
Um porto que não é muro.
É pele que recebe, não repele.
É chão no mar, não é barco.
É presença que permanece. Continuar lendo Cais
Excitação é o instante em que o corpo se expande para acolher o mundo sem romper. Potência que cresce, ritmo que respira, forma que aprende de dentro para fora. No campo clínico, não urgência: paisagem. O vivo regulando sua própria passagem. Continuar lendo Excitação
o tempo acende no corpo; o intervalo respira fundo, amadurece formas, sustenta tensões, reorganiza bordas, acolhe durações silenciosas e abre passagem para que o vivido encontre, sem pressa, sua continuidade possível Continuar lendo Tempo
Ruptura não é queda.
É convite.
É a dobra onde a vida reaprende a respirar
e se reconhece em outra forma.
Continuar lendo Ruptura
doce de encontro
sal de cansaço
amargo do que não veio
gordo do excesso
morno do repetido
e às vezes
ácido —
Continuar lendo Acidez
A tensão é um início.
Um murmúrio do corpo antes da palavra.
Tudo pulsa.
O gesto ainda não tem forma — apenas direção.
A vida se inclina, pede passagem.
No entre do que prende e do que empurra, algo quer nascer.
A descarga não destrói, reabre.
O corpo devolve o excesso à terra e se refaz em ondas.
Respirar é o modo mais discreto de sabedoria.
Tenciono porque aconteço —
aconteço porque ainda respiro.
Continuar lendo Tensão e Descarga
Quando a forma chega ao fim, é o corpo que avisa — e cada passo encontra um modo novo de continuar. Continuar lendo End’s
Ensaio sobre o corpo que se regula no mundo pela respiração: impedimentos como arranjos biográficos de proteção, pássaros como arquitetura da continuidade e o gesto de inspirar como risco e chance de ampliar a vida por dentro — mesmo quando o limite aperta. Continuar lendo Respirar como corpo de passagem de ar
Um ensaio que nasce entre corpo, cidade e jardim. Inspirado pelo hormônio C₂H₄, o texto transforma o gesto de caminhar em clínica e o de cultivar em pensamento. A Casa Planta aparece como território vivo — rizomático, nômade e respirante — onde corpo, palavra e paisagem amadurecem juntos. Continuar lendo C₂H₄: corpos de amadurecimento
Entre casa e rede, a clínica se reinventa: afeto que circula, limites que sustentam, ruídos que tecem pertencimento. Uma arquitetura do comum feita de madeira, barro e mãos que se sujam. Continuar lendo Arquitetura do comum