Pele Crua de passagem, uma vigília Pagã

Três dias atravessam o corpo: celebrar dezenove anos de paternidade, despedir-se de um pai querido e sustentar o cuidado que continua. A casa onde um filho nasceu volta a ser lugar de encontro e de recomeço.
Entre o luto e a alegria, caminhar mantém o mundo em movimento dentro de nós. O texto acompanha esse percurso pela cidade, pelos vínculos e pelas memórias que insistem em viver.
Saúde é rio: seguir adiante é o que preserva o que importa. Continuar lendo Pele Crua de passagem, uma vigília Pagã

Composteira do fim das ilusões ou depressão

Compostura é esse gesto silencioso em que o corpo aceita morrer um pouco para continuar vivo. No intervalo entre ruína e recomposição, algo se desfaz para adubar o que virá. O que fede também é vida: matéria voltando a agir por dentro.
Na depressão, o corpo entra num intervalo espesso: nada quer, mas ainda continua. É a suspensão em que o desejo perde temperatura e a forma se desfaz devagar. A compostura acompanha esse escuro — não explica, não apressa, só sustenta o gesto que tenta voltar a viver. Continuar lendo Composteira do fim das ilusões ou depressão