RIGIDEZ
força demais para não cair,
bordas duras para seguir vivo,
desconhecer até onde pode ir,
sustentar excessos sem apoio,
fazer músculos para não tremer,
agregar à forma atrito e dureza.
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força demais para não cair,
bordas duras para seguir vivo,
desconhecer até onde pode ir,
sustentar excessos sem apoio,
fazer músculos para não tremer,
agregar à forma atrito e dureza.
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Pés tocam o piso como quem testa a temperatura do instante.
Nada exige velocidade.
A vida se espalha lenta, como cor que encontra papel. Entre tremor e apoio, o gesto aprende a durar. Ficar sem endurecer: borda que respira. Permanecer é acompanhar o ponto onde a forma treme sem cair. A clínica sustenta esse limiar — elasticidade, contorno e ritmo — até que o corpo reencontre continuidade.” Continuar lendo Permanecer
Colaborar é criar espaços onde processos vivos respiram próximos sem perder forma.
É acompanhar sem conduzir, sustentar sem ocupar.
Presença que oferece borda, ritmo e temperatura para que o outro encontre contorno próprio.
Na clínica e na vida, colaboração não é fusão, não é dívida; é um campo onde se experimenta elasticidade, onde gestos ganham passagem e onde a autonomia pode germinar sem pressa.
É o entre-corpo — zona onde ritmos se afinam e a vida encontra continuidade.
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