Dançar
Dançar a passagem.
Um eu-corpo que se entende enquanto se move —
sem projeto, sem forma final.
O tempo dobra em sanfona,
o som estremece,
e a presença aprende a continuar.
Às vezes a tristeza não é falha interna,
é campo estreito.
Dançar reabre circulação,
devolve ritmo e borda ao corpo.
Quando há resposta,
o vivo volta a aparecer.
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