#janela #4

Deixar

Deixar ir é reforçar o barco, não culpar o mar
Deixar ir é ouvir o vento: o barco inclina, a mão se solta, o gesto desliza.
Papéis finos mudam de direção, o corpo acompanha.
Cada desvio é método, cada curva é fôlego — onde a mão afrouxa, algo encontra passagem.
Deixar ir é reconhecer quando a forma pode seguir sozinha.
O cuidado afrouxa sem abandonar: sustenta até o ponto em que o corpo reencontra eixo e ritmo.
O vínculo se transforma em passagem — firmeza que autoriza continuidade.” Continuar lendo Deixar