RIGIDEZ
força demais para não cair,
bordas duras para seguir vivo,
desconhecer até onde pode ir,
sustentar excessos sem apoio,
fazer músculos para não tremer,
agregar à forma atrito e dureza.
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força demais para não cair,
bordas duras para seguir vivo,
desconhecer até onde pode ir,
sustentar excessos sem apoio,
fazer músculos para não tremer,
agregar à forma atrito e dureza.
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Ruptura não é queda.
É convite.
É a dobra onde a vida reaprende a respirar
e se reconhece em outra forma.
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Entre forma e desvio, o corpo se lê e se reescreve. Este texto propõe uma arqueologia do gesto: o psicólogo como pesquisador do comportamento enquanto trama biológica, social e simbólica; o analista corporal como leitor da anatomia viva; e a clínica como espaço de desvio — um klinâmen onde o corpo reencontra sua própria invenção. Inspirado em Regina Favre, Suely Rolnik e Epicuro, o ensaio habita o território vivo da escuta, onde pensar é acompanhar o movimento mínimo que faz nascer o novo. Continuar lendo O corpo como leitura do mundo