o vivido no corpo presente
não está no ontem.
E vive como corpo
conhece a casa.
É um jeito de chegar,
um atraso mínimo no gesto,
um cuidado que surge
antes do pensamento.
lembramos
do mundo
Lembramos da forma,
do peso e do
ritmo.
Há passados que viram músculo.
Outros, respiração.
Alguns se tornam silêncio
bem colocado ou não.
Memória não repete:
tende.
Procura o mesmo apoio,
evita o mesmo excesso,
ensaia novas bordas
quando encontra tempo.
Ela vive no agora
como um subsolo ativo,
sustentando o chão
sem pedir nome.
Por isso, lembrar
não é voltar.
É continuar
com mais espaço.
Quando o corpo pode variar,
a memória descansa.
E o presente, enfim,
acontece inteiro.
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Um comentário sobre “MEMÓRIA”