Sou psicólogo e psicoterapeuta corporal.
Minha formação se construiu no acompanhamento do corpo subjetivo em seus ambientes de conexão — os modos como cada corpo se organiza, se defende, se transforma e encontra continuidade diante da vida que tem.Fui membro e me formei no Departamento Reichiano do Instituto Sedes Sapientae, percurso que marcou de forma decisiva minha escuta clínica e meu modo de compreender o corpo como processo vivo, histórico e relacional. Participei de pesquisas em biossubjetividade no Laboratório do Processo Formativo, aprofundando o estudo do corpo como território de formação contínua.
Atuo há 28 anos em práticas clínicas, presencialmente e por meio de tecnologias de correspondência digital, sustentando processos de cuidado, reflexão e amadurecimento do viver. Escuto o corpo não como forma fixa, mas como campo em movimento — onde gesto, postura, ritmo e silêncio revelam modos singulares de existir.
o método
Minha trajetória inclui cinco anos de estudo e prática com a obra de Wilhelm Reich e dezoito anos de conversas, trocas clínicas e supervisões com autores e praticantes pós-reichianos. Esse percurso sustenta uma abordagem que desloca o foco da liberação catártica para a escuta das formas, do ritmo e da continuidade do processo.
O método se organiza por meio de cartografias corporais — visuais e escritas — utilizadas como dispositivo clínico. Caminhadas, exercícios de autopercepção, escrita acompanhada, conversas e captação sensível de imagens permitem observar microexpressões, posturas musculares e as lógicas que cada corpo constrói para metabolizar sua experiência.
Essas cartografias não buscam corrigir nem normalizar. Tornam visível o processo em curso, favorecendo reflexão, escolha e cuidado. Cada registro é produzido com prudência, em contextos de confiança e empatia, respeitando o tempo, o ritmo e a biografia corporal de cada pessoa.
Todo corpo carrega uma história viva — histórica, política, geográfica, biológica e pessoal. É nessa trama que o método opera: acompanhando como a forma cede, se reorganiza e inventa passagem sem romper a continuidade.
supervisão
A supervisão que ofereço não se organiza como avaliação de desempenho.
Ela é companhia profissional.
Supervisionar é investigar junto: fortalecer a própria trajetória, afinar singularidades do modo de atuar, compartilhar leituras e sustentar dúvidas que fazem o trabalho continuar vivo. O foco não está em corrigir práticas, mas em consolidar autoria clínica, respeitando os contextos institucionais, de pesquisa e de vida em que cada atuação se insere.
A supervisão se dirige a psicólogos e pesquisadores interessados no estudo do comportamento humano, dos processos formativos do corpo e das relações entre clínica, território e escrita.
Se quiser, me conte sua trajetória.
Podemos cartografar juntos o que pede atenção, cuidado ou desdobramento no seu trabalho clínico, institucional e/ou de pesquisa.
Se algo do que leu aqui tocou seu percurso, talvez seja tempo de abrir conversa.
A correspondência é um modo de encontro: escuta em movimento, troca situada, palavras que caminham junto do trabalho vivo.
Se quiser, deixe um nome e um modo de contato. A correspondência começa assim: com alguém se anunciando.