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arquivo-portal — backup de caminhada
0. função do arquivo-portal
Este documento existe para manter coerência, evitar perdas e proteger a evolução do método. Não é oficina, nem rascunho: é bússola, calibrador e memória estruturante.
Tudo o que é registrado aqui serve para te devolver ao eixo e para realinhar o uso da escrita, da clínica e do blog quando algo desafinar.
I — padrões editoriais (estáveis)
1. estrutura fixa de todos os posts públicos
- Título — apenas no campo próprio do WordPress (nunca dentro do corpo em HTML).
- Subtítulo (<h3>) — sempre antes das epígrafes.
- Epígrafes — usadas exclusivamente no início do estrato clínico; texto + nome do autor em vermelho dentro do <blockquote>, sem <figcaption>, com pequeno espaçamento entre citação e autor.
- Corpo poético — primeira camada, escrita respirada.
- <hr class=”estrato-divider”> — linha fina entre poético e clínico.
- Estrato clínico — substitui o antigo “subsolo clínico”; é onde ficam epígrafes, referências internas em vermelho e dobras conceituais.
- Evitar duplicação do subtítulo dentro do poético. O subtítulo aparece apenas uma vez.
2. tipografia e estética
- Fonte principal: Courier New, monospace.
- Links: vermelho (#c40000), sem sublinhado; sublinhado apenas no hover.
- Subtítulos (<h3> e inferiores): vermelho, leves, com espaçamento.
- Páginas-método (Cartografia, Desvios, Território Vivo): sempre em Courier New e com títulos secundários em vermelho.
II — padrões clínicos (conceituais)
1. o corpo como sujeito de ritmo
O corpo não é objeto de intervenção, mas sujeito de tempo. Ele regula intensidade, cria intervalos, dilata e recolhe. A clínica acompanha esse movimento sem forçar passagem.
2. afeto (Spinoza)
Afeto é variação da potência de existir — aumento ou diminuição da força vital. A excitação é sua forma luminosa.
3. excitação (Spinoza + Reich)
A excitação é aumento de potência (Spinoza) + circulação pulsátil do vivo (Reich). Movimento entre carga, expansão, descarga e repouso. Um corpo saudável modula esse ciclo com elasticidade — não implode, não colapsa.
4. intervalo (substitui “pausa”)
Nota estrutural: o conceito anteriormente chamado pausa passa a se chamar intervalo. Intervalo é tempo vivo: espaço rítmico onde a excitação se reorganiza sem se perder.
É maturação, não parada; preparo, não vazio; transição, não silêncio morto.
5. tensão e descarga (processo formativo)
Não trabalhamos catarses. A alternância entre tensão e repouso é acompanhada pela escuta das formas do corpo, como organizado no post tensão e descarga. O objetivo não é romper defesas, mas recuperar elasticidade.
6. estrato clínico (escuta das formas)
O estrato clínico é o território onde o corpo narra sua biografia em ritmo. Escuta não é técnica: é ambiente que sustenta continuidade. Como afirmado: “escutar é um modo de servir de terra para plantar conteúdo e colher tratamento”.
7. território vivo
Corpo como paisagem: intensidades, microclimas, relevos. A clínica caminha junto, não observa de fora.
Algumas inserções:
Confiança é fiar vínculos — um laboratório contínuo de elaboração, com páginas, lentes e aproximações que atravessam vários posts deste eixo vivo.
III — padrões do blog (navegação, categorias e arquitetura)
- A cartografia substitui “Atlas” — página-mãe, constantemente atualizada.
- Janela em movimento — seção fixa com vídeos datados + pequenas observações poéticas.
- Casa Planta — trilha afetiva e sensível, arquivo vivo da maturação e das redes.
- CorrespondentePsi.com — gatilho-método: ativa modo de escrita e arquitetura clínica-poética.
IV — notas de atualização (vivas)
27 nov 2025 — atualização maior: inclusão da virada conceitual “pausa → intervalo”, reposicionando o tempo clínico como intervalo vivo e integrando excitação como eixo regulador.
Manter esta seção sempre respirando mudanças: novas estéticas, novos procedimentos, novas páginas-método.
3. excerpt em duas camadas
O excerpt dos posts públicos deve ser composto por duas sínteses:
- 300 caracteres derivados da janela poética;
- 300 caracteres derivados do estrato clínico.
Total aproximado: 600 caracteres. Ambos respirados, concretos e não explicativos.
8. ética de anonimato
Nenhum nome, dado reconhecível ou situação identificável de pacientes deve aparecer nos posts públicos. Histórias clínicas são transformadas em forma e conceito, nunca narradas como caso.
4. correspondência entre poético e clínico
A janela poética oferece matéria sensível; o estrato clínico organiza forma e pensamento. Nada explicativo invade o poético; nenhuma metáfora solta atravessa o clínico. Autores citados sempre em vermelho.
V — laboratório de imagens e percepções (recesso)
Esta seção acolhe a trilha dos 10 filmes-semente do recesso.
Cada filme assistido entra como material vivo de escuta e elaboração,
articulando percepção sensível, dobra clínica e continuidade do método.
protocolo de registro
- 1. filme assistido — nome, ano, diretor.
- 2. percepção inicial (Glau) — impressão sensorial, afetiva ou imaginativa.
- 3. dobra ampliada (IA) — expansão poético-clínica alinhada ao método CorrespondentePsi.com.
- 4. ponto clínico — como o filme conversa com: ritmo, intervalo, formas, excitação, território vivo ou confiança.
- 5. conexões internas — links para posts, sementes, epígrafes ou textos já existentes no blog.
Este laboratório funciona como uma cartografia de imagens vivas:
o cinema como método de afinação da escuta, da presença e da clínica do corpo.
Cada registro é uma dobra que ilumina o que já existe
e prepara terreno para futuros textos públicos ou privados.
nota — cinecorpos como camada própria
Em textos atravessados pelo cinema, o estrato clínico dá lugar a cinecorpos — uma camada específica onde imagem, gesto e ritmo dialogam com a clínica do corpo. Cinecorpos não explica: atravessa. Não interpreta o filme: deixa que ele acompanhe o método. Esta distinção garante que cada trilha do blog mantenha sua própria respiração.
13 dez 2025 — nota breve: transição incorporada ao método
O conceito de transição entra oficialmente no método Correspondente PSI. Diferente de intervalo, trata-se da fase em que a forma antiga perde sustentação e a nova ainda não se delineou. Inspira-se no processo formativo de Regina Favre e no entendimento vivido no templo: mudança de andamento, não fim.
Foi criado o post-semente privado “transição — quando a forma muda de andamento”, que servirá como referência interna para textos futuros sobre maturação, reorganização e ciclos que se dobram em espiral. A janela poética foi afinada para substituir a noção de gesto por comportamento, aproximando da prática clínica.
nota — cinecorpos como camada própria
Em textos atravessados pelo cinema, o estrato clínico dá lugar a cinecorpos,
uma camada específica de leitura do corpo em relação à imagem, ao tempo e ao acontecimento fílmico.
Este texto funciona como matriz viva.
Não encerra um tema — inaugura um campo.
Excitação, tempo, intimidade, permanência
podem nascer dele
como variações de uma mesma espécie textual:
formas que se diferenciam
sem perder continuidade,
cada uma aprendendo
como seguir
à sua maneira.
uma matriz
onde cada texto
varia para continuar
árvore genealógica — linhagem “forma que varia para continuar”
Matriz viva
Critério poético-clínico do método.
Variar sem romper. Adaptar para seguir. Sustentar continuidade com diferença.
Dessa matriz emerge um tronco comum:
BORDA
Regulação da passagem.
Contorno mínimo que permite ao corpo sentir mais sem colapsar.
Ramo I — espaço / contorno / sustentação
Onde a forma aprende a ficar.
- Borda — contorno vivo do contato.
- Permanecer — duração possível da forma sem endurecer.
- Confiança — efeito da borda sustentada; arriscar passo porque há contorno.
Pergunta deste ramo:
onde o corpo consegue estar sem se perder?
Ramo II — tempo / ritmo / reorganização
Onde a forma aprende a esperar.
- Intervalo — tempo vivo de reorganização; nem pausa, nem parada.
- Transição — mudança de andamento; a forma antiga perde sustentação e a nova ainda não se delineou.
Pergunta deste ramo:
quando o corpo precisa variar para continuar?
Ramo III — intensidade / relação / circulação
Onde a forma aprende a sentir junto.
- Excitação — intensidade que ganha percurso; modulação em vez de descarga.
- Intimidade — bordas compartilhadas; duas formas variando juntas sem fusão nem retração.
Pergunta deste ramo:
com quem e com quanta intensidade o corpo pode seguir?
Nota de método
Esta árvore não é hierárquica nem sequencial.
Os posts não se explicam entre si — se reconhecem.
Cada novo texto é uma variação adaptativa da mesma linhagem viva.
a forma continua
porque aprende a variar