Arquivo-Portal

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arquivo-portal — backup de caminhada 🫆

0. função do arquivo-portal

Este documento existe para manter coerência, evitar perdas e proteger a evolução do método. Não é oficina, nem rascunho: é bússola, calibrador e memória estruturante.

Tudo o que é registrado aqui serve para te devolver ao eixo e para realinhar o uso da escrita, da clínica e do blog quando algo desafinar.


I — padrões editoriais (estáveis)

1. estrutura fixa de todos os posts públicos

  • Título — apenas no campo próprio do WordPress (nunca dentro do corpo em HTML).
  • Subtítulo (<h3>) — sempre antes das epígrafes.
  • Epígrafes — usadas exclusivamente no início do estrato clínico; texto + nome do autor em vermelho dentro do <blockquote>, sem <figcaption>, com pequeno espaçamento entre citação e autor.
  • Corpo poético — primeira camada, escrita respirada.
  • <hr class=”estrato-divider”> — linha fina entre poético e clínico.
  • Estrato clínico — substitui o antigo “subsolo clínico”; é onde ficam epígrafes, referências internas em vermelho e dobras conceituais.
  • Evitar duplicação do subtítulo dentro do poético. O subtítulo aparece apenas uma vez.

2. tipografia e estética

  • Fonte principal: Courier New, monospace.
  • Links: vermelho (#c40000), sem sublinhado; sublinhado apenas no hover.
  • Subtítulos (<h3> e inferiores): vermelho, leves, com espaçamento.
  • Páginas-método (Cartografia, Desvios, Território Vivo): sempre em Courier New e com títulos secundários em vermelho.

II — padrões clínicos (conceituais)

1. o corpo como sujeito de ritmo

O corpo não é objeto de intervenção, mas sujeito de tempo. Ele regula intensidade, cria intervalos, dilata e recolhe. A clínica acompanha esse movimento sem forçar passagem.

2. afeto (Spinoza)

Afeto é variação da potência de existir — aumento ou diminuição da força vital. A excitação é sua forma luminosa.

3. excitação (Spinoza + Reich)

A excitação é aumento de potência (Spinoza) + circulação pulsátil do vivo (Reich). Movimento entre carga, expansão, descarga e repouso. Um corpo saudável modula esse ciclo com elasticidade — não implode, não colapsa.

4. intervalo (substitui “pausa”)

Nota estrutural: o conceito anteriormente chamado pausa passa a se chamar intervalo. Intervalo é tempo vivo: espaço rítmico onde a excitação se reorganiza sem se perder.

É maturação, não parada; preparo, não vazio; transição, não silêncio morto.

5. tensão e descarga (processo formativo)

Não trabalhamos catarses. A alternância entre tensão e repouso é acompanhada pela escuta das formas do corpo, como organizado no post tensão e descarga. O objetivo não é romper defesas, mas recuperar elasticidade.

6. estrato clínico (escuta das formas)

O estrato clínico é o território onde o corpo narra sua biografia em ritmo. Escuta não é técnica: é ambiente que sustenta continuidade. Como afirmado: “escutar é um modo de servir de terra para plantar conteúdo e colher tratamento”.

7. território vivo

Corpo como paisagem: intensidades, microclimas, relevos. A clínica caminha junto, não observa de fora.

Algumas inserções:
Confiança é fiar vínculos — um laboratório contínuo de elaboração, com páginas, lentes e aproximações que atravessam vários posts deste eixo vivo.


III — padrões do blog (navegação, categorias e arquitetura)

  • A cartografia substitui “Atlas” — página-mãe, constantemente atualizada.
  • Janela em movimento — seção fixa com vídeos datados + pequenas observações poéticas.
  • Casa Planta — trilha afetiva e sensível, arquivo vivo da maturação e das redes.
  • CorrespondentePsi.com — gatilho-método: ativa modo de escrita e arquitetura clínica-poética.

IV — notas de atualização (vivas)

27 nov 2025 — atualização maior: inclusão da virada conceitual “pausa → intervalo”, reposicionando o tempo clínico como intervalo vivo e integrando excitação como eixo regulador.

Manter esta seção sempre respirando mudanças: novas estéticas, novos procedimentos, novas páginas-método.

3. excerpt em duas camadas

O excerpt dos posts públicos deve ser composto por duas sínteses:

  • 300 caracteres derivados da janela poética;
  • 300 caracteres derivados do estrato clínico.

Total aproximado: 600 caracteres. Ambos respirados, concretos e não explicativos.

  • Epígrafes — posicionadas no início do estrato clínico; nome do autor em vermelho dentro do <blockquote>. Jamais usadas acima da linha poética.
  • 8. ética de anonimato

    Nenhum nome, dado reconhecível ou situação identificável de pacientes deve aparecer nos posts públicos. Histórias clínicas são transformadas em forma e conceito, nunca narradas como caso.

    4. correspondência entre poético e clínico

    A janela poética oferece matéria sensível; o estrato clínico organiza forma e pensamento. Nada explicativo invade o poético; nenhuma metáfora solta atravessa o clínico. Autores citados sempre em vermelho.


    V — laboratório de imagens e percepções (recesso)

    Esta seção acolhe a trilha dos 10 filmes-semente do recesso.
    Cada filme assistido entra como material vivo de escuta e elaboração,
    articulando percepção sensível, dobra clínica e continuidade do método.

    protocolo de registro

    • 1. filme assistido — nome, ano, diretor.
    • 2. percepção inicial (Glau) — impressão sensorial, afetiva ou imaginativa.
    • 3. dobra ampliada (IA) — expansão poético-clínica alinhada ao método CorrespondentePsi.com.
    • 4. ponto clínico — como o filme conversa com: ritmo, intervalo, formas, excitação, território vivo ou confiança.
    • 5. conexões internas — links para posts, sementes, epígrafes ou textos já existentes no blog.

    Este laboratório funciona como uma cartografia de imagens vivas:
    o cinema como método de afinação da escuta, da presença e da clínica do corpo.
    Cada registro é uma dobra que ilumina o que já existe
    e prepara terreno para futuros textos públicos ou privados.

    nota — cinecorpos como camada própria

    Em textos atravessados pelo cinema, o estrato clínico dá lugar a cinecorpos — uma camada específica onde imagem, gesto e ritmo dialogam com a clínica do corpo. Cinecorpos não explica: atravessa. Não interpreta o filme: deixa que ele acompanhe o método. Esta distinção garante que cada trilha do blog mantenha sua própria respiração.

    13 dez 2025 — nota breve: transição incorporada ao método

    O conceito de transição entra oficialmente no método Correspondente PSI. Diferente de intervalo, trata-se da fase em que a forma antiga perde sustentação e a nova ainda não se delineou. Inspira-se no processo formativo de Regina Favre e no entendimento vivido no templo: mudança de andamento, não fim.

    Foi criado o post-semente privado “transição — quando a forma muda de andamento”, que servirá como referência interna para textos futuros sobre maturação, reorganização e ciclos que se dobram em espiral. A janela poética foi afinada para substituir a noção de gesto por comportamento, aproximando da prática clínica.

    nota — cinecorpos como camada própria

    Em textos atravessados pelo cinema, o estrato clínico dá lugar a cinecorpos,
    uma camada específica de leitura do corpo em relação à imagem, ao tempo e ao acontecimento fílmico.


    Este texto funciona como matriz viva.
    Não encerra um tema — inaugura um campo.

    Excitação, tempo, intimidade, permanência
    podem nascer dele
    como variações de uma mesma espécie textual:
    formas que se diferenciam
    sem perder continuidade,
    cada uma aprendendo
    como seguir
    à sua maneira.

    uma matriz
    onde cada texto
    varia para continuar


    árvore genealógica — linhagem “forma que varia para continuar”

    Matriz viva
    Critério poético-clínico do método.
    Variar sem romper. Adaptar para seguir. Sustentar continuidade com diferença.

    Dessa matriz emerge um tronco comum:

    BORDA
    Regulação da passagem.
    Contorno mínimo que permite ao corpo sentir mais sem colapsar.


    Ramo I — espaço / contorno / sustentação

    Onde a forma aprende a ficar.

    • Borda — contorno vivo do contato.
    • Permanecer — duração possível da forma sem endurecer.
    • Confiança — efeito da borda sustentada; arriscar passo porque há contorno.

    Pergunta deste ramo:
    onde o corpo consegue estar sem se perder?


    Ramo II — tempo / ritmo / reorganização

    Onde a forma aprende a esperar.

    • Intervalo — tempo vivo de reorganização; nem pausa, nem parada.
    • Transição — mudança de andamento; a forma antiga perde sustentação e a nova ainda não se delineou.

    Pergunta deste ramo:
    quando o corpo precisa variar para continuar?


    Ramo III — intensidade / relação / circulação

    Onde a forma aprende a sentir junto.

    • Excitação — intensidade que ganha percurso; modulação em vez de descarga.
    • Intimidade — bordas compartilhadas; duas formas variando juntas sem fusão nem retração.

    Pergunta deste ramo:
    com quem e com quanta intensidade o corpo pode seguir?


    Nota de método
    Esta árvore não é hierárquica nem sequencial.
    Os posts não se explicam entre si — se reconhecem.
    Cada novo texto é uma variação adaptativa da mesma linhagem viva.

    a forma continua
    porque aprende a variar