quando o texto passa a andar
o blog, se pensa !?.
Creio que SIM
Passei a chamar esta ação sobre o conteúdo e a estética do blog, de *notas editoriais*.
As primeiras notas editoriais cumpriram um papel importante: abrir campo, situar ética, nomear escolhas. Elas fazem parte da fundação e permanecem como rastro do caminho. Mas escrever não é permanecer no mesmo ponto. Escrever é aceitar que a própria escrita se transforme.
Nos textos mais recentes, algo mudou de posição. Já não se trata de dizer como o blog funciona, nem o que ele propõe. Os textos passaram a operar desde dentro do próprio movimento: perguntas que não se fecham, frases comuns de consultório, anotações feitas no meio do caminho.
Aparece o psicólogo pensando. Às vezes afetado. Às vezes sem resposta. Sustentando campo mais do que organizando sentido. Não como estratégia narrativa, mas como consequência de um tempo mais longo de escrita, clínica e ENTENDER PARA QUEM ESCREVO.
ESCREVO para quem me lê, e parece uma resposta tola, mas é verdade, imagino quem são as pessoas que estão lendo, tenho tido noticias de como chega e com o que o blog conversa.
Confio que o texto pode oferecer presença sem precisar oferecer conclusão.
Confio que o leitor não precisa ser conduzido pela mão.
O sentido continua sendo produzido no caminho. E o caminho, agora, segue.
Descubra mais sobre correspondente•PSi
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